07/03/2017

Dia internacional da mulher: a história

(Imagem retirada do site Agência Brasil EBC)
  Oito de março é conhecido como dia internacional da mulher, como qualquer “dia de alguma coisa” as pessoas celebram, fazem campanhas publicitárias, dão flores e chocolates, mas não se recordam do real motivo.
  É muito comum quando se aproxima essa data ouvir musicas, dedicatórias, sorteios de brindes para a mulher, felicitações. Mas é igualmente comum a pergunta “o que há de tão especial?” “Por que não existe um dia do homem?” O dia do homem, aliás, é dia quinze de julho, mas esse não é o problema. Porque é preciso esconder a história atrás do consumismo? Porque é preciso diminuir o dia e a luta de outras pessoas?



  Você sabe por que existe um dia para a mulher?

  Durante a metade do século XIX até o começo do século XX as mulheres começaram a reivindicar direitos trabalhistas e sociais, na Europa e nos Estados Unidos da América (EUA). 
  No dia 08 de março de 1857 em uma fábrica de tecidos em Nova York, os funcionários fizeram greve por igualdade trabalhista entre os sexos e melhores condições de trabalho. O movimento foi reprimido com violência policial. Cerca de cinquenta anos depois, em 08 de 1908, em homenagem ao movimento de 57, trabalhadores se manifestaram em busca de igualdade e fim do trabalho infantil. Também foram controlados pela policia.
  As condições trabalhistas e dos direitos dos trabalhadores só foram melhorados em 1911, quando no dia 25 de março cento e quarenta e cinco (145) trabalhadores de uma empresa de tecidos morreram em m incendio. Sua maioria composta por mulheres.
  Durante a Segunda Conferencia Internacional das Mulheres Socialistas, em Copenhague, Dinamarca, em 1910, Clara Zetkin (lider socialista alemã) propôs o dia oito de março como recordação anual por lutas de direitos das mulheres. A ONU (Organização das Naçoes Unidas) apenas reconheceu a data em 1975, conhecido como Ano Internacional da Mulher.



  Motivo de comemoração?

  O dia internacional da mulher serve para lembrar as lutas que se travaram para que nós pudessemos ser livres hoje. Um dia para reflexão e apoio, para que possamos um dia acabar com o preconceito e desvalorização da mulher.
  Infelizmente ainda há muita luta pela frente, ainda é preciso debater sobre o assunto e não deixa-lo morrer. Ainda precisamos e vamos precisar muito do feminismo, no sentido literal da palavra.
  Precisamos de sororidade, uma mulher ajudando a outra e não se enfrentando para descobrir qual é a melhor. Precisamos resistir e ser fortes. Precisamos saber que não estamos sozinhas. Precisamos mostrar para o mundo e para nós mesmas que não somos apenas um modelo de pessoas perfeitas, que eles almejam.
  Precisamos ser nossas, precisamos de nós!
  

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